Mapa de variabilidade
A informação disponível é analisada para localizar padrões, contrastes e áreas que se distinguem do restante da parcela.
A zonagem organiza a variabilidade observada na parcela em áreas de interesse. A partir dessas zonas podem ser definidos pontos georreferenciados para orientar a verificação no terreno, registar observações e concentrar o trabalho onde existe informação relevante.
Um mapa de variabilidade pode conter muitas diferenças dentro da mesma parcela. A zonagem ajuda a organizar essa informação em áreas de interesse que podem ser localizadas, comparadas e verificadas no terreno.
A informação disponível é analisada para localizar padrões, contrastes e áreas que se distinguem do restante da parcela.
As diferenças relevantes podem ser organizadas em classes ou zonas, de acordo com o objetivo do trabalho e a informação disponível.
Dentro das zonas podem ser definidos locais georreferenciados para orientar a deslocação, observação e registo diretamente no terreno.
Em vez de percorrer toda a área sem uma referência espacial, os pontos de verificação permitem chegar a locais previamente identificados no mapa e comparar zonas com comportamentos diferentes.
Cada ponto mantém uma posição geográfica que pode ser utilizada no terreno através de cartografia digital e ferramentas compatíveis. A seleção dos pontos depende do objetivo do trabalho, da dimensão das zonas, dos acessos e das características observadas na parcela.
Exemplo aplicado · As zonas e os pontos são definidos em função do objetivo de cada trabalho
A verificação permite confrontar a informação cartográfica com aquilo que é efetivamente observado no local. Desenvolvimento da cultura, cobertura, implantação, características visíveis do solo, condições de água e sintomas visíveis podem fazer parte do registo, conforme o objetivo do trabalho.
Uma diferença observada num mapa ou no terreno não constitui, por si só, um diagnóstico. A determinação da causa pode exigir avaliação agronómica, amostragem ou análise laboratorial.
Fotografias, notas e observações podem ser associadas aos pontos visitados, criando um registo espacial do que foi encontrado em cada zona da parcela.
Esta ligação entre mapa e terreno facilita a comparação entre zonas e permite conservar uma referência para trabalhos posteriores. Quando necessário, os mesmos pontos ou zonas podem também orientar recolhas de solo ou planta ou servir de referência em novos levantamentos.
Nem todas as diferenças precisam do mesmo tipo de verificação. Depois de localizar e observar uma zona, o trabalho pode continuar com serviços complementares quando existe uma pergunta concreta a investigar.
As zonas podem orientar pontos de recolha de solo ou planta e ajudar a relacionar posteriormente os resultados laboratoriais com a sua localização na parcela.
Uma zona identificada pode voltar a ser observada em levantamentos posteriores para comparar a sua evolução ao longo do tempo.
Quando ainda não existe uma base cartográfica adequada, um levantamento aéreo ou multiespectral pode ajudar a localizar as diferenças que servirão de base à zonagem.
Conforme o objetivo do trabalho, a entrega pode incluir mapa de zonagem, delimitação das áreas de interesse, pontos georreferenciados, coordenadas, fotografias e observações associadas aos locais verificados, relatório em PDF e ficheiros geográficos como KML/KMZ ou SHP quando aplicável.
O número de zonas e pontos é definido de acordo com a dimensão e variabilidade da parcela, os acessos, a informação disponível e o objetivo da verificação.
O trabalho é definido em função da área, número e dispersão das parcelas, informação disponível, número de zonas e pontos necessários e nível de verificação pretendido.
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